Eventos

Deficiência no Brasil:
Experiências, Artes, Ativismos

Washington University in St. Louis
11 de abril de 2022

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Este painel virtual contará com a participação de acadêmicas/os, artistas e ativistas brasileiros/as com deficiência que trabalham pela visibilidade e justiça defiças. Desse modo, o painel pretende refletir sobre alguns pontos de convergência e divergência nos estudos da deficiência no Brasil e nos Estados Unidos, gerando um diálogo sobre como acadêmicos/as, artistas e ativistas da deficiência dos Estados Unidos podem aprender com o trabalho realizado no Sul Global.

O evento é organizado pela WashU Latin American Studies Program (LASP) com a parceria do Comitê de Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia (CODEA-ABA). É aberto a professores, alunos e funcionários da Washington University in St. Louis, mas será gravado e posteriormente disponibilizado ao público. As apresentações serão dadas em português, com tradução simultânea para o inglês. Haverá também legenda CART em inglês.

O evento é co-patrocinado por:

  • Programa de Estudos Latino-americanos (LASP-WashU)
  • Center for the Humanities (CenHum-WashU)
  • GT “Realidades da Deficiência no Brasil” (Fundação Wenner-Gren)
  • Departamento de Línguas e Literaturas Românicas (RLL-WashU)
  • Centro de Diversidade e Inclusão (CDI-WashU)
  • Departamento de Antropologia (Anthropology-WashU)
  • Centro pelo Estudo de Raça, Etnicidade e Equidade (CRE2-WashU)

Inscrições: https://wustl.zoom.us/webinar/register/WN_WpGPyhFeSK-eXt3KUvN47g


Apresentações:

Anahí Guedes de Mello
“Quem escreve pela deficiência no pensamento social brasileiro?”

Marco Gavério
“Raça e Deficiência no Brasil desde o filme Branco sai, Preto fica

Bruna Teixeira, Malta Lee, and Olga Aureliano (Retratos Defiças Project – Ateliê Ambrosina)
“Retratos Defiças: A arte e a trajetória de corpos defiças na simbologia retratada ou descrita de seu mundo particular”

Fábio Passos
“A estética da nudez da pessoa com deficiência: corpos políticos e antinormativos”


Sobre os/as apresentadores/as:

Foto de Anahí Guedes de Mello. Descrição de imagem: fotografia de perfil de uma mulher surda, cis, branca, cabelos compridos castanhos lisos, usa óculos de grau vermelho. Usa uma blusa branca e está sorrindo com o rosto um pouco inclinado para a direita, mostrando a orelha esquerda com brinco verde. Fim da descrição.
Foto de Anahí Guedes de Mello.
Descrição de imagem: Fotografia de perfil de uma mulher surda, cis, branca, cabelos compridos castanhos lisos, usa óculos de grau vermelho. Usa uma blusa branca e está sorrindo com o rosto um pouco inclinado para a direita, mostrando a orelha esquerda com brinco verde.

Anahí Guedes de Mello é doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética. É também coordenadora do Comitê Deficiência e Acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e membro do GT Estudios Críticos en Discapacidad do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO). Seus interesses atuais de pesquisa são em autoetnografias, com temáticas na interface entre antropologia feminista, estudos da deficiência e os estudos queer e crip.

Foto de Marco Gavério. Descrição da imagem: Marco tem a pele branca, usa óculos de armação avermelhada e cadeira de rodas. É magro, tem cabelo curto, usa barba e possui uma tatuagem no pescoço no lado esquerdo.
Foto de Marco Gavério. Descrição da imagem: Marco tem a pele branca, usa óculos de armação avermelhada e cadeira de rodas. É magro, tem cabelo curto, usa barba e possui uma tatuagem no pescoço no lado esquerdo.

Marco Gavério é cientista social, mestre e doutorando em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A partir de perspectivas sociológicas suas investigações giram em torno da deficiência como uma categoria sócio-cultural e histórica. Nesse sentido, observa como essa categoria emerge em correlação às teorizações e práticas sobre o corpo, a sexualidade e, mais atualmente, a saúde.

Bruna Teixeira, Malta Lee, and Olga Aureliano (Retratos Defiças)

Logomarca do Projeto Retratos do Brasil com Deficiência. Descrição de imagem: Letras e logomarca brancos contra um fundo cinza escuro. O logomarca é uma cabeça de Medusa virado para um lado, os cabelos sendo são vários serpentes. À direita da imagem, as palavras "Retratos do Brasil com Deficiência".
Logomarca do Projeto Retratos do Brasil com Deficiência. Descrição de imagem: Letras e logomarca brancos contra um fundo cinza escuro. O logomarca é uma cabeça de Medusa virado para um lado, os cabelos sendo são vários serpentes. À direita da imagem, as palavras “Retratos do Brasil com Deficiência”.

Bruna Teixeira é multiartista e antropóloga, atua nas linguagens do audiovisual, artes visuais e da produção editorial em Alagoas. É consultora e pesquisadora em direitos humanos e dos pensamentos da imagem, criando e realizando projetos ativistas que reflitam o gênero, a sexualidade e a diversidade dos corpos na sociedade. É fundadora da ONG arte-feminista Ateliê Ambrosina, por onde lidera diversas ações de protagonismo LBT, a exemplo dos projetos “Bolacha com Café – Artivismo Lésbico em Maceió” (Fundo Elas/2018) e “Bumba Minha Vaca” (Aldir Blanc/2021), além de coordenar os projetos “Casa Ambrosina para o Empoderamento de Meninas e Jovens Mulheres do Pontal da Barra, Maceió/AL” (Fundação ROHFC/Canadá, 2018-2022) e “Retratos Defiças” (Universidade Western/Canadá, 2021-2022). É microempreendedora individual da Sapatilhas de Arame – Artes Escritas e Visuais, atualmente à frente das videoartes queers “Menines de Mirian” e “Susanna e os Velhos”; do curta-metragem “Deficiência”; além de projetos solos em pintura, desenhos, novelas gráficas e rotoscopia.

Malta Lee é defiça visual, monocular baixa-visão, diabética tipo 1, compositora, integrante da ONG Ateliê Ambrosina e produtora no Retratos Deficas, estudante de psicologia. Negra, indígena, magra, cabelos curtos, cacheados.

Foto de Fábio Passos. Descrição da imagem: homem negro, sorrindo. Ele possui cabelos pretos curtos e barba serrada. Tem sobrancelhas e lábios grossos. Está vestindo camisa social azul escura e ao fundo tem alguns desenhos de pessoas com deficiência nuas.
Foto de Fábio Passos. Descrição da imagem: homem negro, sorrindo. Ele possui cabelos pretos curtos e barba serrada. Tem sobrancelhas e lábios grossos. Está vestindo camisa social azul escura e ao fundo tem alguns desenhos de pessoas com deficiência nuas.

Olga Aureliano da Silva é natural de Viçosa-Alagoas- Brasil, moro na capital Maceió. Sou surda oralizada que escuta, cega de um olho- monocular,  estudante do curso de Publicidade e Propaganda. Desde 2017 vem desenvolvendo seu trabalho, fazendo parte da produção da Banda Cazuadinha (Banda Infantil Alagoana). Em 2019, fui convidada para mediar um projeto de artes visuais, realizado pela artista Bruna Teixeira: O projeto intitulado “Os Trilhos de Olga”. “Uma obra que percorre os trilhos das deficiências vividas por mim que” reúne sete (sete) fotocolagens, por onde Bruna Teixeira utiliza do surrealismo para criar composições acerca do universo contemporâneo e das memórias que fez parte como cocriadora da pesquisa que inspirou o início dessa nossa história. E atualmente faço parte do projeto Retratos do Brasil com Deficiência como integrante do Ateliê Ambrosina, produtora local e transcritora.

Fábio Passos é Professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFPI e pós-doutor em artes visuais pela UFPB. Faz dos questionamentos filosóficos o pano de fundo sobre o qual elabora seus trabalhos artísticos. Por intermédio da poética do desenho, tenciona a (in)visibilidade de corpos não hegemônicos, como os corpos nus das pessoas com deficiências. Sua vivência enquanto artista, pesquisador e pessoa com deficiência possibilita-lhe tencionar, em seu fazer artístico, o que experiência cotidianamente: o ocultamento do corpo de uma pessoa com deficiência, fundamentalmente em sua dimensão estética.